Sem passagens para a fauna, Avenida Maanaim ameaça animais silvestres em Fabriciano

FABRICIANO A ampliação da mobilidade urbana em Coronel Fabriciano trouxe um alerta ambiental que não pode ser ignorado. A abertura da Avenida Maanaim, que liga os bairros Caladinho e Silvio Pereira II, facilitou o acesso à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24) e reduziu o tempo de deslocamento para moradores do distrito de Senador Melo Viana. Em contrapartida, o aumento do fluxo de veículos passou a representar uma ameaça crescente à fauna silvestre que habita a região.

Instalada em um vale cercado por remanescentes de mata nativa, a UPA está inserida em uma área de grande importância ambiental, onde é comum a presença de diversas espécies da fauna local. Na última semana, a reportagem do JBN flagrou inúmeros macacos e inhambus atravessando a Avenida Maanaim em busca de alimento e abrigo, dividindo espaço com carros, motocicletas e outros veículos. Na última semana, a reportagem do JBN flagrou inúmeros macacos e inhambus atravessando a Avenida Maanaim em busca de alimento e abrigo, dividindo espaço com carros, motocicletas e outros veículos

A cena evidencia um problema que tende a se agravar caso medidas preventivas não sejam adotadas. Durante a implantação da nova via, não foram observadas estruturas voltadas à proteção da fauna e da flora, como passagens aéreas para primatas, corredores ecológicos, cercamentos direcionadores ou sinalização específica alertando motoristas sobre a travessia frequente de animais silvestres.

A situação desperta preocupação entre ambientalistas e moradores, uma vez que o atropelamento de animais representa uma das principais causas de mortalidade da fauna em áreas cortadas por rodovias e avenidas. Além das perdas para a biodiversidade, acidentes envolvendo animais podem colocar em risco a segurança dos próprios motoristas.

Diante desse cenário, especialistas defendem que o poder público adote providências urgentes para compatibilizar a mobilidade urbana com a conservação ambiental. Entre as medidas consideradas essenciais estão a instalação de passagens aéreas para macacos, redutores de velocidade, placas de advertência e outras intervenções que permitam a travessia segura da fauna.

Mais do que preservar espécies como os macacos e os inhambus, proteger a fauna e a flora da região significa garantir o equilíbrio do ecossistema e demonstrar que o desenvolvimento urbano pode caminhar lado a lado com a responsabilidade ambiental.

Categoria:

Deixe seu Comentário