Raio-X fora de funcionamento agrava atendimento na UPA de Timóteo e gera indignação
TIMÓTEO – A quebra do aparelho de raio-X da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Primavera, há cerca de 30 dias, tem provocado transtornos a pacientes e preocupação entre profissionais da própria unidade. Neste sábado (4), pessoas com suspeita de fraturas em mãos, pés e outras partes do corpo precisaram aguardar a formação de grupos para serem transportadas ao Hospital e Maternidade Vital Brazil, onde realizaram os exames de imagem.
A situação gerou indignação entre usuários do serviço, que relataram demora no atendimento e desconforto para pacientes já debilitados. A reportagem do JBN esteve na UPA e presenciou reclamações de familiares e pacientes que aguardavam atendimento.
Um dos casos acompanhados foi o de um pai que buscava atendimento para o filho de um ano, com febre alta persistente. Segundo ele, a criança havia sido atendida na unidade há dois dias e recebeu diagnóstico clínico de gripe, sem a realização de exames. Somente após insistir por uma nova avaliação, neste sábado, foram solicitados exames de sangue e urina, que apontaram um quadro de infecção urinária.
Além da falta do aparelho de raio-X, usuários também reclamaram da quantidade de estagiários participando dos atendimentos. De acordo com relatos colhidos pela reportagem, a percepção é de que a qualidade do serviço prestado pela unidade caiu nos últimos meses, aumentando a insatisfação da população.
A situação também preocupa profissionais do corpo clínico da UPA. Em conversas com a reportagem, eles demonstraram apreensão com as dificuldades enfrentadas pela unidade, especialmente pela ausência do equipamento de raio-X, considerado essencial para um atendimento de urgência e emergência. Segundo os relatos, a necessidade de encaminhar pacientes ao Hospital Vital Brazil compromete a agilidade do atendimento, prolonga o sofrimento de quem precisa de diagnóstico imediato e aumenta a sobrecarga da equipe.
A interrupção do funcionamento do aparelho obriga a realização de um processo que poderia ser evitado: pacientes com suspeita de fraturas precisam deixar a UPA, aguardar transporte e realizar o exame em outra unidade de saúde, retornando posteriormente para continuidade do atendimento médico.
A reportagem do JBN procurou o prefeito Capitão Vitor Vicente do Prado para obter esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno à solicitação encaminhada.